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17 de janeiro de 2017

Carta Aberta Às Futuras Mamães

Fonte: Blog Ale Garittoni.

Primeiramente: sua vida nunca mais será a mesma!
Não disse que será ruim, apenas que não será a mesma.
A gravidez desejada ou não, com ajuda ou não, uma coisa é certa: tudo vai mudar.
Não pense que com você será diferente, pois você vai fazer mais isso e menos aquilo, Que não agirá como fulana é fará diferente da ciclana. 
Meu segundo conselho é ter cuidado com o que diz.
É aquela velha máxima: "Eu era excelente mãe... até ter um filho."
Quando apenas esperamos, somos uma mãe. Quando concebemos, somos outra.
Eu acredito que o parto é um marco. É quando morre a 'você anterior', pra nascer a 'nova você'. A 'você mãe'.
Ser mãe não é fácil, já diziam os antigos que se tratava de padecer no paraíso. E é mais ou menos isso mesmo! Felizmente ou infelizmente.
A maioria de nós tem um filho na cabeça e outro na barriga. Vou explicar. O filho da cabeça é educado e obediente. Come vegetais e só tira 10. É astuto e forte. Não chora e dorme à noite toda. Não responde mal e não bate nos outros. Porque "se filho meu fizer tal coisa eu vou deixar de castigo pra ele aprender" ou "Ah,se fosse meu filho!". Cuidado!
Serei sincera pra facilitar. Às vezes queremos ensinar, mas o filho simplesmente não quer aprender. Não quer comer vegetais. Detesta dormir e bate nas pessoas mesmo não tendo visto ninguém fazer o mesmo. Nem sempre é culpa nossa (mas a sociedade vai dizer que é. Talvez até você tenha dito um dia.)ou de qualquer cuidador. Às vezes ele vai detestar os vegetais. Pode ser que ele não aprenda tudo na velocidade que você gostaria. Talvez ele te desafie o tempo inteiro. O filho da barriga pode não ser o da cabeça. Você precisa estar preparada pra isso.
Nem todas falam sobre esse tipo de coisa. Existe uma espécie de "maçonaria" materna em que certos assuntos são proibidos. Querem que só falemos coisas boas e o quanto a maternidade é 100% prazeirosa. E se pra você não for, você é uma mãe horrível.
Não é um mar de rosas. Vão te julgar por absolutamente tudo. Se você faz assim ou assado, vão julgar; vão tentar te diminuir e debochar por você ser apenas uma "mãe de primeira viagem".
Vão dizer que sabem mais do seu filho que você. Não, não sabem!
Confie nos seus instintos de mãe! Eles vão  melhorar sua vida! Confie sempre em si mesma. Não se acanhe nem se submeta!
Eles querem se aproveitar do puerpério, onde estamos totalmente destroçadas emocionalmente, para nos colocarem pra baixo. Não podemos deixar! Nem falo só de homens não, falo até de outras mães, aquelas da tal 'mãeçonaria'.
Educar é outro ponto dificílimo. Não é nada fácil. Principalmente se você tiver um parceiro ou alguém próximo que discorde dos seus métodos. A relação pode ficar desgastada sim. E se a índole/personalidade do filho não for das melhores, o trabalho será dobrado.
O seu corpo pode mudar. Você provavelmente deve mudar suas prioridades. Você pode mudar muitas de suas opiniões também.
Agora algo que nunca vai mudar é a relação mágica que temos com nossos filhos. Quando digo mágica, quero dizer mágica mesmo. Porque nada nem ninguém pode explicar esse sentimento que não tem nome, pois amor é pouco. Amor é pouquíssimo. Seja nosso filho como for, o que a gente sente vai além das explicações e das nossas vidas. Novo ou velho, vai ser sempre nosso filho. Aquele bebê que viveu nos nossos ventres, vimos seu desenvolvimento até chegar ao mundo, que ensinamos quase tudo que ele vai saber. O amor - vou dizer "amor" pois não inventaram uma palavra para o "amor de mãe" - nunca vai mudar, não vai diminuir.
Eu apenas espero que você tenha ao menos uma pessoa que possa te ajudar e te amparar mesmo em silêncio. Mas de coração eu espero mesmo que haja sororidade presente na sua maternidade. Que você possa maternar de forma livre. Ser mãe é a melhor coisa do mundo mesmo. Nem todas as atividades inerentes são. Pode ser bem frustrante e cansativo às vezes.
Mas nenhuma mulher poderia deixar esse mundo sem a experiência de ter ao menos um filho e experimentar do maior amor do mundo!
Felicidades, mamãe! Ao menos aqui, estamos juntas! Contem comigo!
Um comentário
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Thais Pinheiro
Thais Pinheiro

Thais Moura, 30 anos, carioca, bacharel em Direito e blogueira social media, mãe em tempo integral do Marcelinho.

Um comentário:

  1. Uma observação: ainda que vc tenha a melhor amiga do mundo, ainda que vc tenha uma mãe e um marido que te apoiam... ainda vai ser difícil. Ainda vc mesma vai se cobrar. Ainda os julgamentos dos outros, por mais muralha que vc seja (que eu seja), vão te atingir. Que essas pessoas não passem... e que se multipliquem as pessoas como VOCÊ!

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