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4 de janeiro de 2017

Desmame e Introdução Alimentar

Fonte: Internet. 
Fonte: Internet.


DESMAME E INTRODUÇÃO ALIMENTAR

(Obs.: este texto é baseado na experiência clínica da autora e na leitura de diversos autores da área da Pediatria e afins. Não contém citações específicas, a não ser as já de domínio público, por isso não haverá referências bibliográficas, exceto em questões muito específicas. É um texto livre e pode tomar qualquer rumo, a depender dos interesses que forem apontados a partir de leitores. Não se trata de uma consulta médica virtual, mas apenas uma colaboração voluntária, com o intuito de ajudar a sociedade em que vivemos a ter uma vida melhor e criar crianças mais sadias que, crescendo, possam vir a contribuir com suas próprias virtudes e dons para a construção de um mundo melhor! Casos específicos deverão ser atendidos pelo pediatra de cada criança. A autora declara que não tem conflitos de interesse em relação à proposta do site, nem recebe qualquer tipo de pagamento ou comissão por qualquer sugestão de itens mais específicos que possam – eventualmente – ser apontados aqui.)

Eu ia começar pelo começo... rsmas resolvi começar pelo meio!
Depois que li o post da Thaís, comecei a achar que essa pode ser uma angústia mais atual...
Então, resolvi falar sobre introdução de outros alimentos além do leite materno.
Como todos sabemos, o leite da própria mãe é o melhor alimento que existe para um bebê. Ele sempre atende às necessidades daquela criança, seja ela prematura ou não; tenha a idade que tiver. O leite materno vai sofrendo mudanças desde o primeiro dia de nascido até os meses subsequentes, de acordo com as necessidades nutricionais do bebê em crescimento! Mas depois poderemos entrar nesses detalhes.
O leite materno pode ser o alimento único, às vezes, até por volta dos sete ou oito meses de vida... entretanto, observa-se que alguns bebês já têm necessidade de uma complementação com outros alimentos antes disso.
Na média, podemos dizer que a idade de seis meses é a idade propícia para receberem outros alimentos, além do leite materno.
Essa idade coincide com algumas características importantes: 
-o bebê, em geral já está começando a sentar – o que lhe garante tônus suficiente para não broncoaspirar os alimentos mais sólidos e estabelece uma relação ósteo-articular favorável para o desenvolvimento de outros sistemas (respiratório; mastigação; fonação).
o bebê já está com alguns dentes aparentes ou – pelo menos, na maioria das vezes –  já os tem bem formados na estrutura óssea da mandíbula e maxila, imprimindo ao bebê uma maior disposição para “morder” e mastigar, favorecendo seu aprendizado sobre as diferentes texturas que irá conhecer daí para a frente...
o bebê gradativamente vai aprendendo a recusar a quantidade de alimentos, quando “se cansa” de mastigar – diminuindo o risco de obesidade por receber excesso de alimentos líquidos fornecidos de maneira rápida e fluida através de uma sucção fácil, sem que ele consiga rejeitar... (também podemos discutir isso depois...)
o bebê já tem um desenvolvimento craniofacial que lhe permite começar a mudar seu padrão respiratório. E os novos vetores de força surgidos com a mastigação – inicialmente rudimentar, e a cada dia mais eficaz – permitem o correto desenvolvimento dos músculos  e das cavidades (seios) da face  - favorecendo uma melhor oxigenação cerebral e diminuindo o risco de sinusites, otites, pneumonias... 
Isso implica em medidas importantes:
1- o bebê não deve receber comidas na mamadeira.
2- o bebê deve se sentar para comer;
3- o bebê deve receber os alimentos no mesmo horárioda refeição de seus familiares;
4- a consistência dos alimentos fornecidos ao bebê (além do leite materno) deve ser gradativamente aumentada até culminar na introdução de alimentos totalmente sólidos – e que exigem uma mastigação muito mais desenvolvida e elaborada – o que vai acontecer por volta de um ano de idade.
Voltaremos à questão da qualidade, quantidade e consistência dos alimentos...
Agora ressalto uma questão importante: 
A- Ao começar a receber os alimentos,  diferentes do leite materno, em colher ou copo, o primeiro movimento do bebê para “mastigar”, na verdade, é um movimento de lamber  e “empurrar”! Não se preocupe! Isso é normal. Por isso tem que ser gradativo. 
B- Se o bebê está acostumado a mamar só o seio materno, pode ser, no primeiro momento, que ele absolutamente “rejeite” outros alimentos. Isso também é muito normal. Temos que ter paciência, tranquilidade e nada de culpa! Ele IRÁ aceitar!! Só precisa de um tempinho para se acostumar com a ideia... Acaba sendo mais fácil quando não é própria mãe a lhe dar o alimento: o bebê associa a mãe ao seio materno. Gradativamente vai percebendo outras possibilidades igualmente “gostosas” na vida!... rs. Se você tem de voltar a trabalhar, não se preocupe: ele vai ficar bem! E, sem você, vai aprender a comer mais rápido do que você imagina!


- MARIA INÊS LOPES é médica, Pediatra e Homeopata ,graduada pela Universidade federal Fluminense – RJ; Especialista em Pediatria, Puericultura e Neonatologia  pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pós graduada em Homeopatia pelo Instituto Hahnemanniano do Brasil – RJ. Tem experiência clínica ambulatorial desde 1989 e até hoje trabalha recepcionando novos seres humanos que nascem no nosso Planeta.
(“To be continued...”)

5 comentários
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Thais Pinheiro
Thais Pinheiro

Thais Moura, 30 anos, carioca, bacharel em Direito e blogueira social media, mãe em tempo integral do Marcelinho.

5 comentários:

  1. Amei! Com tantas opiniões e palpites que como mães recebemos, precisamos muito de informações de qualidade. Orientação é tudo!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Estou grávida de 16 semanas e já preocupada com o meu retorno da licença-maternidade. Pensei que fosse possível iniciar a introdução alimentar um pouco "antes" pra garantir que eu pudesse acompanhar, mas já percebi que isso vai depender do desenvolvimento do meu neném... Preciso de calma, preciso respirar, preciso não me antecipar... kkkkk

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    Respostas
    1. Eu parei a vida pra cuidar da minha filha e nem por isso a introdução alimentar dela foi fácil... Na verdade precisei de ajuda pra dar a papinha pra ela, por causa dessa "ansiedade de mãe" que me atrapalhava. Aí com outros ela comia melhor do que comigo rsrs

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    2. Eu parei a vida pra cuidar da minha filha e nem por isso a introdução alimentar dela foi fácil... Na verdade precisei de ajuda pra dar a papinha pra ela, por causa dessa "ansiedade de mãe" que me atrapalhava. Aí com outros ela comia melhor do que comigo rsrs

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