[recent]

11 de abril de 2017

Escola: 1ª semana de adaptação!

Desconfiado e conformado de estar sem a mamãe


Oi, pessoal! Como prometido, cá estou para relatar a primeira semana de adaptação do Marcelinho na escola.
De início é importante dizer que mesmo que a pediatra tivesse indicado a creche ou qualquer pessoa ou outro profissional também tivesse orientado nesse sentido, eu realmente não o faria agora caso achasse que eu não retornaria ao mercado de trabalho.
Eu acredito que a qualquer momento posso estar trabalhando e, diante disso, me apressei e meu marido e eu, de uma hora para outra, nos vimos pesquisando creche.
Coisas que pesaram na escolha foram: estrutura e funcionários, quantidade de alunos, atividades, preço e distância. Queríamos que a estrutura fosse voltada para as crianças e com qualidade, que os funcionários fossem gentis e qualificados, que tivessem poucos alunos por turma, que as atividades incluíssem psicomotricidade, música, artes, inglês e algum esporte (na dele a natação está incluída), que custasse um preço justo e não absurdo e, por último, que fosse a até 10 minutos da nossa casa (no meu bairro tem uma creche em cada esquina, então pudemos nos dar esse luxo).
Ficamos em dúvida em duas que adorei, mas a que escolhemos tem a natação e o melhor preço.
Passamos uma tarde antes da matrícula na escola, Marcelinho ficou o tempo todo grudado em mim, mas brincou e lanchou. Só não falou uma palavra lá. Ele achou bem esquisito já que ele não tem na vidinha dele contato com outras crianças.
Fui aos poucos explicando a ele que ele iria para escola todas as tardes e que ia fazer amigos. No dia da matrícula ele estava super emburrado e queria sair de lá.
Chegou o primeiro dia de adaptação. Segunda-feira retrasada (já que a passada foi ontem), cheguei com ele no colo pois não queria ficar no chão de jeito nenhum, e com o Donnie numa mão e o Grande Albert na outra!rs. Quem tem meninos dessa faixa etária sabe que estamos falando de Super Wings, um desenho de aviõezinhos que Marcelinho ama desde que tinha meses de vida!
A pessoa que é responsável pela adaptação (vou chamá-la de RA ao longo do texto) foi buscá-lo, dizem por lá que ela é encantadora de crianças!rs. Ela estendeu os braços e disse: 'Vamos, Marcelo!', e ele misteriosamente foi. Fiquei chocada, porém feliz que ele não sofreu!
Me colocaram para esperar numa cadeira ao lado da recepção da escola. Depois de quase uma hora, volta a RA com ele no colo chorando. Ele imediatamente veio para mim, bastante sentido mas parou o choro. Ela disse: 'Mamãe, vamos com a gente para salinha para ele se familiarizar com as atividades!'. Seguimos para lá. Ele queria sentar apenas no meu colo e não sozinho, mas participou 'isolado', não quis interagir. Não passou muito tempo e ela dispensou a gente pois não queria que ele ficasse saturado e associasse a escola a algo desgastante. No total, ficamos duas horas na escola.
Ele estava tão exausto que dormiu assim que coloquei ele na cadeirinha do carro. Muito choro e novidades. Chegando em casa, elogiei e falei que gostei muito dele na escola e que sempre vou buscá-lo imediatamente quando ele precisar.
Na terça, apesar de parecer empolgado vestindo o uniforme e sabendo que iria para escola, também fez questão de levar um avião e um helicóptero (paixões dele) e chorou na hora de entrar. A RA veio e ele não quis ir, mas ela foi conversando com ele e o pegando e pediu para eu esperar no mesmo local que estava no dia anterior, que ela o traria caso não conseguisse controlá-lo. Meu coração ficou partido, mas eu estava ali, então era menos doloroso. Passados 40 minutos, me chamaram para olhar escondida ele pela janela e ver que ele estava bem. Ele estava com a RA e uma amiguinha fazendo atividades com massinha. Meu coração se acalmou. Mais ou menos uma hora depois, ele veio com a RA, no chão, andando de mãos dadas. Ela o liberou novamente para não desgastá-lo, já que ele aparentava estar saturado e chorando bastante. Como ficamos esperando uns 10 minutos a nossa carona, nós ficamos brincando no parquinho, mas ele o tempo todo apontando para a porta, querendo ir embora.
Quarta! Eu estava ansiosa! É o dia da natação e ele ama água, piscina, mar... mas seria a primeira vez dele na água sem mim.
Ele novamente foi choroso, mas foi! E logo me chamaram pra ver ele na aula de natação. Ele foi muito bem com a professora de natação e ficou quase os 20 minutos todos na aula, só chorou no fim porque avistou a RA com outra criança (sim, ele é ciumento!). Dessa vez o total de tempo que ele ficou na escola quase dobrou. Vi na agenda que ele não quis lanchar pois não aceitou dividir o colo da RA (canceriano fazendo drama com ciúmes).
Quinta. Chegou na escola com sono pois tinha dormido pior que de costume. Levou o George Pig e foi de chupeta. Foi no colo da RA distraído. Ouvi de onde ficava sentada o chorinho dele em alguns momentos, mas parava. Trouxeram fotos dele para me mostrar, pela primeira vez, participando de uma atividade coletiva. Fiquei muito feliz e orgulhosa.
Sexta, finalmente. Eles iam comemorar o 'Dia Mundial da Saúde' com um piquenique e mandei o bolo caseiro favorito dele. Ele foi choroso, mas estava empolgado com a decoração para o piquenique. Disseram que iam tentar que ele ficasse ate a hora da saída e, como moro próximo, pediram para eu ir para casa e qualquer coisa me ligariam. Confesso que fiquei um pouco sem paradeiro. Na hora de buscar minha mãe precisou ir, pois eu não consegui taxi e minha mãe estava próximo a escola. Ela disse que ele imediatamente perguntou por mim um pouco desconfiado. Mas ela disse que eu já estava em casa. Ele chegou super feliz me beijando e abraçando muito! Na agenda dizia que ele participou melhor e lanchou bem no piquenique!
Todos os dias quando voltamos da escola, sempre conversamos sobre coisas que ele fez na escola, e, do jeitinho dele, ele explica tudo tão bonitinho e com tanto carinho que eu tenho certeza que ele está sendo bem tratado! Ele sempre se despede da RA dando um beijinho nela também, sinal que ele fica à vontade com ela. As funcionárias amam ele, acham ele lindo e adoram o fato dele tentar repetir tudo o que falam, aliás, soube que o Marcelinho está no top 3 das crianças que mais têm repertório de palavras e já consegue se fazer entender formando frases (sem conjunções e preposições, tipo indiozinho). O que é legal para idade dele, que tem apenas 1 ano e 9 meses. Aliás, algumas pessoas que conhecemos acham que ele quase não fala, mas acho que esquecem que ele não tem nem 2 anos.
No sábado, enquanto eu o arrumava para sairmos, eu perguntei: 'Filho, sabe aonde vamos?' Aí ele: 'Óia'. Que bonitinho, né? Já até associa se arrumar a ir à escola.
Enfim, a primeira semana foi assim. Eu sigo com frios na barriga e aqueles questionamentos internos se estou ou não fazendo o certo. Mas na maternidade não existe muito bem isso de certo e errado, né? Uma coisa eu tenho certeza, é o melhor para ele nesse momento! Se eu começar a trabalhar, vou tranquila, sabendo que ele estará adaptado e num lugar querido. Ele está, por enquanto, de 13 às 17 horas. Eu começando a trabalhar, ele irá aumentar o tempo lá, mas não sei quanto ainda.
Depois eu conto para vocês sobre a segunda semana!!! Espero que seja melhor e mais resumida!hahaha. Ah, o sono dele e a alimentação ainda não mudaram, mas espero que ele durma melhor e se alimente também!

Sorrisinho amarelo tentando se conformar!

Vocês já passaram por isso? Vão passar? Contem pra mim nos comentários!!

Beijos!
2 comentários
Compartilhe:
Thais Pinheiro
Thais Pinheiro

Thais Moura, 30 anos, carioca, bacharel em Direito e blogueira social media, mãe em tempo integral do Marcelinho.

2 comentários:

  1. Parece que ele sabe que precisa se acostumar... Que dor... Não vou conseguir passar por isso... Fico pensando que todas as vezes que quis agarrá-lo e ele não deixou eu sempre respeitei e dei um passo atrás. Mas agora ele tem que ir, mesmo contra vontade... E o nosso bebê começa a crescer... :(

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É muito difícil mesmo! Sempre saio chorando e com o coração partido em mil!😿

      Excluir