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2 de maio de 2017

2ª Semana de Adaptação até Hoje


Oi, pessoal!
Esses dias têm sido muito corridos pois anteontem foi meu aniversário, mas isso eu conto depois.
Falando da adaptação, vou começar de onde parei no post anterior.
A segunda semana de adaptação começou com uma novidade, aula de música, que animou bastante o Marcelinho e ajudou na sua interação.
A partir daí ele voltou a interagir com os amigos, ainda que de forma suave e não precisei ficar nenhum dia na escola e nem buscá-lo mais cedo; no entanto, ele ainda choraminga para entrar e se emociona quando me vê o esperando na saída.
A segunda semana foi mais curta e terminou na quinta. Tiveram bastante atividades de Páscoa, ele veio de coelhinho, tudo conforme o script No fim de semana sempre reforço assuntos sobre a escola para que ele perceba que isso fará parte de sua rotina e não esqueça. Neste fim de semana específico, o curioso foi que ele começou a 'negar' esses assuntos. Eu falava o nome dos amigos, das pessoas e ele sempre dizia 'não'. Como se quisesse me cortar e não falar sobre isso. Fiquei um tanto frustrada, mas respeitei o tempo dele e suavizei nesse sentido.
A terceira semana começou e com ela o drama da escola. Ele foi na segunda mas negando e chorando. Ao buscá-lo, notei ele mais 'molinho' que de costume. Atribuí isto ao dia cansativo logo após um fim de semana agitado, até que começou a madrugada. Marcelinho espirrando muito e entupido, causando dificuldade de respirar. Estado febril. Muito choro. Gripe anunciada.
Ao acordar, mais tarde que de costume por causa da noite de sono muito interrompido, vi que não podia levá-lo à escola daquele jeito.
Marcelinho estava extremamente prostrado, olhinhos lacrimejantes, nariz escorrendo e tosse com secreção. Demorou. Era o efeito creche.
Pediatra, recomendações, remédios e nada de escola. A semana seria mais curta novamente, mas isso atrapalharia muito a adaptação. E atrapalhou. Além do fato de eu não vê-lo de indiozinho!!!!!
Na terceira semana começou o que podemos chamar de retrocesso. Ele não conseguiu ficar na aula até o fim pois estava sofrendo muito e também não interagia mais. Ele seguiu negando a escola. Na terça ja´ estava 100% de saúde e ainda negando, mas foi e conseguiu ficar até o fim, mesmo choramingando as vezes. Na quarta, dia de natação, foi mais fácil, pois é a aula que mais gosta. Aí voltou a interagir, fez muitas atividades de pintura, colagem, brincou no parquinho, lanchou com seu grupo e não isolado, finalmente voltava ao progresso. Sexta não houve aula em razão da paralisação que houve aqui no RJ, tivemos o fim de semana do meu aniversário no meio, segunda foi feriado e hoje tivemos um novo sacrifício. Marcelinho viu o uniforme e a mochila e já começou a chorar, negando muito e depois de uns 40 minutos de conversa e promessa de ir ao shopping no fim de semana (como já íamos de qualquer maneira, reforcei por desespero do horário, pois não acho o ideal; no entanto, vou buscar repertório para uma próxima cena como essa), ele aceitou pôr a roupa e se arrumar. Chorou bastante na entrada.
Enquanto escrevo o post, ele está na escola e a qualquer momento vou receber notícias dele. Honestamente, se eu não achasse que fosse mesmo voltar ao mercado de trabalho, como acho que vou a qualquer momento, jamais o colocaria na creche nesse momento pois poderia tranquilamente tê-lo em casa, estimulá-lo... mas como estou a ponto de retornar ao mercado de fato, quero que ele esteja completamente adaptado na creche quando esse momento chegar. Por isso estou encarando esse desafio e me desdobrando para que ele não sofra. Tem sido exaustivo, até emagreci um pouco, mas é por uma boa causa. Tudo o que faço é por ele, até o retorno às atividades laborais.
Enfim, sigo na luta! Quem vem? Beijos!!
Um comentário
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Thais Pinheiro
Thais Pinheiro

Thais Moura, 30 anos, carioca, bacharel em Direito e blogueira social media, mãe em tempo integral do Marcelinho.

Um comentário:

  1. Que seja o mais breve possível tudo isso... :(
    Antonio vai para a creche muito mais cedo que o Marcelinho. Apesar de obviamente não ser o melhor dos mundos, acredito que ele vá sofrer menos essa adaptação...
    Mas o que não corta o coração em relação a eles??? Se descobrir, me conta.

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